quarta-feira, 30 de julho de 2014

PAPO RACISMO

       Pergunto: gordo ou negro não bebem cerveja? Claro que bebem. E muito. Agora, encontrem estas duas personagens, nitidamente, nos anúncios de cerveja na TV? Você vai encontrar, sim, DESFOCADAMENTE e em menos de 1 segundo de duração. Só para constar... Mulheres negras ou gordas,mesmo brancas,então, nem pensar!
Para a publicidade ELAS NÃO EXISTEM! Isso é RACISMO. Não tem outra conceituação!
Será que esta atitude parte da cabeça dos fabricantes de cerveja ou dos publicitários? Seja lá de quem for, pau neles!

VAMOS DAR NOME AOS BOIS:


A SKOL, nos seus filmes, negros, negras, gordos e gordas raramente aparecem. 


A BRAHMA mostra, desfocadamente, uma mão segurando um copo, uma cabeça balançando ou mulatas seminuas sambando, aí, com visibilidade. E no seu elenco tem astros negros como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz.


Já a "nossa" POLAR (é daqui!) os anúncios parecem ter sido feitos na Noruega.


Na KAISER, a aparição é mínima. O negro passa tão rápido que é difícil notar! Até um esquimó aparece, nitidamente, como "garoto-propaganda" (o Kawaka).



A HEINEKEM produz filmes com grande sofisticação mas com um único e solitário negro (não desfocado)... 

A ANTARCTICA repete muito a imagem machista da "mulher gostosa"... Associando a cerveja à uma "loura" sexi, despudoradamente sexi...





A SCHIN, que perdeu o ZECA PAGODINHO para a BRAHMA, desconhece  GORDOS e NEGROS... Pelo menos com nitidez...

                                               DEVASSA-NDO CONCEITOS




"É PELO CORPO QUE SE CONHECE A VERDADEIRA MULHER NEGRA". É assim que a
publicidade da DEVASSA tentou promover a sua cerveja preta, a Tropical Black, seguida da ilustração hipersexualizada acima. A frase, sexista e racista, segundo o Movimento Negro e Organizações Feministas, levou o Ministério da Justiça a processar administrativamente a Brasil Kirin, do Grupo Schincariol. Pergunta-se se a mulher negra "normal", gorda ou magra, não supersexualizada deixaria de ser verdadeira?!

   Segundo o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária),"é direito básico do consumidor a proteção contra a propaganda abusiva. Na sociedade de consumo, a publicidade é um indicativo do padrão ético adotado pelas empresas para oferta de produtos e serviços. Não se pode admitir que para vender alguma coisa, sejam utilizadas mensagens discriminatórias que reforcem estereótipos de gênero e étnico-raciais e que aprofundem as desigualdades".
   Pelas suas normas "a propaganda de bebidas alcóolicas não pode ter como principal apelo a sensualidade, no que os fabricantes de cerveja exploram o corpo da mulher
como "símbolo", "a mulher-ideal", "a mulher-ilusão", "a mulher-hipersensualizada"
a serviço dos desejos masculinos, cujos efeitos pedagógicos são altamente negativos para garotos e garotas reduzindo à coisificação da mulher. Especialmente para jovens em construção de uma visão crítica onde a sua capacidade de fazer escolhas é facilmente seduzível pela propaganda". E pedir uma Devassa - assegura a publicidade - é "pedir a dose certa de segundas  intenções".







      Já que a lei demora uma eternidade para disciplinar esta terra de ninguém, este blog não dará trégua pra eles! Em nome da ética.

Um comentário:

  1. Olá Ronaldo, aqui é a Sorriso. Quero saber cadê a DEVASSA nesse seu texto. Alguém me ligou falando sobre isso hahaha

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